EBD Betel Lição 12 – A Adoração a Deus Precisa Estar de Acordo com Sua Palavra

 

Texto Áureo

“E, na dedicação dos muros de Jerusalém, buscaram os levitas de todos os seus lugares, para os trazerem, a fim de fazerem a dedicação com alegria, e com louvores, e com canto, saltérios, alaúdes e harpas.” (Ne 12.27)

Verdade Aplicada

Nossas celebrações devem conduzir-nos a adorar somente ao Senhor, lembrar-nos de Seus benefícios e ajudar-nos a permanecermos em Seus ensinamentos.

Objetivos da Lição

1 – Explicar o que é uma festa espiritual;
2 – Abordar as aplicações sobre as portas;
3 – Falar sobre o muro largo e suas torres.

Textos de Referência

Ne 12.27 – E, na dedicação dos muros de Jerusalém, buscaram os levitas de todos os seus lugares, para os trazerem, a fim de fazerem a dedicação com alegria, e com louvores, e com canto, saltérios, alaúdes e harpas.
Ne 12.28 – E se ajuntaram os filhos dos cantores, tanto da campina dos arredores de Jerusalém como das aldeias dos netofalitas.
Ne 12.29 – Como também de Gilgal e dos campos de Gibeá e Azmavete; porque os cantores tinham edificado para si aldeias nos arredores de Jerusalém.
Ne 12.30 – E purificaram-se os sacerdotes e os levitas; e logo purificaram o povo, e as portas, e o muro.

Hinos Sugeridos: 

Hino 134

Hino 205

Hino 401

INTRODUÇÃO

Na presente lição, veremos a alegria do povo ao ver suas conquistas. Também refletiremos sobre as lições oriundas das partes da muralha tais como suas portas, o muro largo e suas três torres.

1. Uma Festa Espiritual

Um grande evento espiritual teve lugar entre o povo durante a consagração das muralhas. Desse culto de ação de graças, é possível extrair preciosas lições para quem deseja ter uma vida de louvor e gratidão ao Senhor . Essas expressões de louvor são saudáveis numa época em que a imagem da Igreja, especialmente no Brasil, já recebeu algumas muito interessantes como, por exemplo, culto de “evangelizashow”, entre outros. É certo que nomes criativos como esse atiçam o fogo da publicidade e podem atrair grandes massas. Contudo, é mister atentarmos para a verdadeira interpretação de alguns desses eventos.

1.1 O Papel da Música no Culto Racional

A Bíblia nos ajuda a fazer importantes incursões nesta fascinante matéria: a música. Ela pode ser considerada como a arte do céu, a linguagem da alma. Uma língua de alcance universal já que, através de uma partitura, uma melodia pode ser entoada em qualquer parte do planeta. Pelo exposto, são precisos alguns cuidados com essa arte. Observando conteúdo e origem de muitas músicas seculares, é notório que o inimigo também tem se utilizado da música para transmitir sua mensagem de destruição e tentar afastar as pessoas de Deus. Muitos comentaristas consideram que o texto de Ezequiel 28.13 (que menciona tambor e adulfe) também está se referindo ao inimigo antes de sua queda e sua relação com a música.

1.2 Louvando a Deus pelas Vitórias

Vemos na Palavra de Deus momentos de adoração e louvor a Ele por uma vitória alcançada. Esta análise, por certo, derrubará muitos dos mitos, pressupostos e crenças sobre as comemorações na igreja do Senhor. Por mais de um século, o povo viveu em verdadeiro estado calamitoso. A cidade estava em ruínas e, agora, após a árduo trabalho de reconstruí-la e as demais organizações, o registro sagrado traz a cena de uma comemoração com júbilo e alegria por essas conquistas (Ne 12.27).

1.3 A Celebração que Chega ao Céu

Os versos 27-29 e o 43 do capítulo 12 mostram que o povo estava unido durante as celebrações. Visto por esse prisma, a união é quesito indispensável para uma adoração perfeita (Sl 133). Conduzir o culto de adoração conforme o exemplo encontrado nesse texto fará toda a diferença em sua aceitação por parte de Deus. Não pode haver adoração vertical sem que haja união horizontal. A ausência desta obstrui o caminho daquela. É preciso discernirmos, por intermédio da luz da Palavra e da direção do Espírito, as investidas e truques de Satanás, para não sermos envolvidos e influenciados (2Co 2.10-11). Se a união não faz parte da vida da pessoa que deseja celebrar gratidão a Deus, sua posição em nada contribuirá para adorar ao Senhor.

2. Aplicações Oriundas das Portas

A essa altura, a Bíblia continua a nos dar contribuições para esse crescente conjunto de conhecimentos. Trabalhamos nos próximos tópicos as imagens da portas as imagens da portas e torres as quais o capítulo faz, menção. Há mais de uma aplicação possível utilizando-se desses símbolos. Optamos por uma interpretação que nos conduzirá a um autoexame. De modo sintomático, podemos ilustrar bem cada uma delas. Vejamos:

2.1 A Porta do Monturo, a Porta da Fonte e a Porta das Águas

A primeira porta nos faz lembrar de quebrantamento. Espiritualmente, fala da miséria do ser humano. Somos pecadores e precisamos nos humilhar. Antes de nos posicionarmos para louvar a Deus, precisamos passar por essa porta, a porta do quebrantamento e da humilhação. Toda sujeira que vai sendo revelada em nós tem de ficar no monturo (Sl 26). Despojamo-nos de qualquer pretensa vaidade e nos humilharmos debaixo da potente mão de Deus que nos resgata (Sl 42.2-3). Da reflexão acerca da Porta da Fonte extraímos a lição acerca do novo nascimento. Ficava próxima do açude de Selá – Hoje, Tanque de Siloé. Já a porta das Águas nos lembra as correntes que levam aos mananciais das águas. Não é um nascente, mas um lugar de águas correntes que, por sua vez, simboliza um vida cheia do Espírito Santo.

2.2 A Porta de Efraim e a Porta Velha

Para fazermos aplicação acerca dessa porta, vejamos a partir do significado de seu nome. O nome Efraim significa “duplamente frutífero” (Gn 41.52). Esta porta representa a produção de frutos pela Igreja. Seus membros devem evangelizar isolada e coletivamente, bem como viver buscando maturidade e aproximação em relação a Deus (Jo 15.8,16; Gl 5.22). Agora, falando da Porta Velha, lembra-nos o que é veterano e experimentado. Fala de experiência (Lv 19.32; Pv 16.31).

2.3 A Porta do Peixe, a Porta do Gado e a Porta da Guarda

A Porta do Peixe nos remete à ideia de crescimento numérico (Ne 12.39). Era por ela que os peixeiros vinham negociar com os habitantes da cidade. No cenário neotestamentário, o peixe aparece ligado ao episódio que envolve a chamada dos discípulos (Lc 5.1-11; Jo 21.1-23). A Porta do Gado, por seu turno, lembra o rebanho de Deus. Todo adorador precisa passar pelo cajado do Senhor. Estar sob o Seu comando. Finalizando, temos a Porta da Guarda. A ideia aqui descortinada é a de inspeção. É o Senhor passando em revista o Seu exército na terra. Deus vela por nós, nos sonda e nos avalia, a fim de verificar nossa condição espiritual (Is 13.4).

3. O Muro Largo e Suas Três Torres

O muro largo representa a liberdade em Cristo que só é encontrada após a aceitação de Jesus como nosso único e suficiente Salvador (Lc 4.19; At 28.31; 1Co 8.9; Gl 5.13).

3.1 A Torre dos Fornos

Dessas torre (Ne 12.38) tiramos a ideia de purificação. Em seus escritos, o Pr. João de Souza afirma que, para a restauração da vida de louvor e adoração na igreja, é necessária a passagem pelo fogo. Percebemos uma sequência de ações: convencimento dos pecados, que são jogados fora no monturo, beber da fonte eterna, lavar uma água da vida e purificar como o fogo. É no fogo que toda a escória vem à tona. Assim como aconteceu com o profeta Isaías (Is 6.6-7), a brasa viva também nos purifica, tirando de nós tudo o que não presta.

3.2 A Torre de Hananel

Conforme o Dicionário Bíblico Universal, Hananel ou Hananeel significa “Deus é clemente”. Assim, esta Torre lembra-nos a misericórdia de Deus, Sua graça e Seu favor para com a humanidade. O diabo não suporta assistir o povo de Deus louvando e tributando vitórias ao Senhor Deus. Por isso ele ataca tão intensamente o departamento de louvor das igrejas. Em todas as suas nuances, componentes, regentes e até instrumentistas, todos são tentados a parar, mas o Senhor lhes dá novo ânimo e vigor.

3.3 A Torre dos Cem

É a Torre registrada na versão da Bíblia do Culto como a Torre de Meá (Ne 3.1; 12.39). A expressão “Cem” lembra-nos multiplicação. Em Gênesis 26.12 encontramos uma passagem que fala da multiplicação dos grãos. A multiplicação está associada à bênção do Senhor. Deus é abençoador desde a criação, portanto, antes do pecado (Gn 1.28). Sua bênção é indispensável, pois nenhum esforço humano é capaz de substituí-la (Pv 10.22). A expressão “Cem” também nos lembra da semente da Palavra de Deus que chega aos que ouvem, recebem e dão fruto (Mc 4.20).

CONCLUSÃO

Aprendemos nesta lição acerca da importância da música na adoração a Deus, contudo sem isolar o louvor de outros aspectos da vida do discípulo de Cristo. O louvor deve estar interligado e coerente com outras atitudes do adorador, conforme os ensinamentos extraídos a partir da reflexão sobre as portas e torres de Jerusalém.

Questionário

1. O que os versos 27-29 e o 43 do capítulo 12 nos mostram?
R. Que o povo estava unido durante as celebrações (Ne 12.27-29,43).

2. O que significa o nome Efraim?
R. “Duplamente frutífero” (Gn 41.52).

3. O que a Porta Velha nos lembra?
R. O que é veterano e experimentado. Fala de experiência (Lv 19.32; Pv 16.31).

4. Qual porta nos remete à ideia de crescimento numérico?
R. A Porta dos Peixes (Ne 12.39)

5. O que o muro largo representa?
R. A liberdade em Cristo que só é encontrada após a aceitação de Jesus como nosso único e suficiente Salvador (Lc 4.19).

 

Bibliografia

Revista EBD Betel Dominical Professor – 4º trimestre 2018, ano 28, número 108 – Editora Betel

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Pr Soley
Pr Soley

Nascido aos 04 de abril de 1973 em Amambaí-MS. Subtenente da PMTO. Casado com a Diaconisa Eliana Machado e pai de dois filhos abençoados: Camilla Eduarda e Raul Soley. Converteu-se ao Evangelho de Cristo em Janeiro de 2010 na cidade de Colmeia-TO. Atualmente congrega na Igreja Assembleia de Deus Nação Madureira Campo de Colmeia-TO. Serve ao Senhor como Coordenador e Professor da EBD Betel na Igreja Sede, Professor do Curso Médio em Teologia pelo IBAD e Coordenador da Juventude da Região Médio Norte do Tocantins. Pela graça de Deus!