EBD Betel Lição 02 – Enfrentando o Sentimento de Solidão.

 

Texto Áureo

“Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna.” (João 4.14)

Verdade Aplicada

O Ser humano, por ter sido criado conforme a imagem e semelhança de Deus, é um ser relacional.

Objetivos da Lição

1 – Explica o que é a solidão;
2 – Mostrar a solidão como “vazio existencial” e “vazio cósmico”;
3 – Revelar como tratar a solidão.

Textos de Referência

Jo 4.10 – Jesus respondeu, e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.
Jo 4.11 – Disse-lhe a mulher: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva?
Jo 4.15 – Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede, e não venha aqui tirá-la.
Jo 4.16 – Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido, e vem cá.
Jo 4.17 – A mulher respondeu, e disse: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Disseste bem: Não tenho marido;
Jo 4.17 – Porque tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade.

Hinos Sugeridos: 

Hino 08

Hino 200

Hino 193

ATENÇÃO!

O Conteúdo abaixo, que está em AZUL  é comentário do Pr Osmar Emídio de Souza e o Conteúdo em VERDE é da revista, comentário do Pr Israel Maia

INTRODUÇÃO

O mundo moderno tem se caracterizado pelo paradoxo de que, apesar da explosão demográfica e do conhecimento humano em todos os campos do saber, há uma aguda crise de solidão e/ou vazio existencial em nosso tempo, expressos nos mais diversos tipos de manifestações humanas, seja na ciência, seja na arte, na literatura etc. As clínicas psiquiátricas e consultórios psicológicos testificam a dimensão desta patologia existencial do homem moderno, e as estatísticas de suicídio mostram a seriedade do problema.

1. Entendendo a Solidão

A base de qualquer solução para a crise de solidão do homem é um relacionamento sadio cada vez mais profundo com Deus e com os outros seres humanos. Viver e comunicar-se com outras pessoas é uma necessidade intrínseca de todo ser humano. Logo após a criação de Adão, Deus declarou: “Não é bom que o homem esteja só: far-lhe-ei uma auxiliadora idônea para ele” (Gn 2.18). Adão conversava com Deus todos os dias no jardim, mas o Criador sabia que os seres humanos precisavam de outros humanos para viver bem. Por isso, Deus criou Eva e disse ao casal: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra” (Gn 1.28). Em comunhão com Deus e um com o outro, Adão e Eva nunca iriam se sentir sozinhos ou solitários. Porém, quando o primeiro casal caiu no pecado, sua comunicação com Deus foi rompida e um infortúnio entrou no relacionamento do casal, possibilitando, em algum momento, sua manifestação. Diante disto, podemos afirmar que sentir sensações de solidão é natural na vida de qualquer ser humano. Quem uma vez ou outra nunca se sentiu solitário? O próprio Jesus, que conhece todas as nossas enfermidades, tanto do corpo como da alma, também se sentiu sozinho no Getsêmani (Mt 26.36-46). O problema é quando estes momentos se tornam patológicos e duradouros. Estudiosos do assunto também concordam que a solidão pode afetar pessoas de todas as idades, sexos, cor, religião, cultura ou classe social e ela não tem uma causa única, já que variados são os fatores que podem levar as pessoas a se sentirem solitárias. Os maiores problemas, segundo eles, estão no grau de intensidade ou tempo de duração. Uma vez que a solidão pode diminuir ou aumentar, bem como, dissipar em poucos segundos ou durar a vida inteira, daí a necessidade de procurarmos entendê-la, e, se necessário, enfrentá-la!

1.1 Sozinho por Escolha Pessoal

Em regra, a solidão é um sentimento involuntário capaz de isolar as pessoas, inserindo-as em uma “realidade” angustiante, já que frequentemente causa sentimento de tristeza, desânimo, inquietação e ansiedade, levando-os a uma concepção de desamparo e incompreensão, bem como, um ardente desejo de serem compreendidos ou queridos por alguém. Mas, há quem prefira estar temporariamente sozinho por opção, por questões subjetivas. Neste caso, estamos falando sobre solicitude. Em regra, a solidão é a dor de ficar ou sentir-se sozinho, por isso é classificada como um quadro emocional negativo e involuntário. Porém, a solitude é glória de ficar sozinho, por isso, pode ser classificado como voluntário e positivo. Solicitude é a escolha consciente de ficar ou estar sozinho. Ocorre quando o indivíduo decide reservar um tempo para si, afasta-se do convívio social e mergulha-se em um mar de introspecção. O indivíduo, pensando em seu desenvolvimento, quer ficar sozinho cultivando suas particularidades. Embora a linha entre solidão e solitude seja muito tênue, é perfeitamente possível alguém estar em algum lugar sem companhia de outras pessoas e ainda assim se sentirem plenos, isto é, está bem consigo mesmo e ainda convivendo muito bem com os outros. Uma pessoa solitária não teria essa opção ou capacidade. Já que seu isolamento pode ter sido ocasionado por dificuldades pessoais em se relacionar, ou por outros variados fatores circunstanciais, emocionais, sociais e espirituais.

Explicação do Comentarista ao Professor

Em outro momento, Jesus confrontou os seus discípulos pelo fato de deixá-lo orar sozinho.  Podemos inferir que este foi um dos poucos instantes no qual Cristo experimentou o sentimento de solidão (Mt 26.36-45).

Já sabemos que solitude é diferente da solidão, pois se trata de uma escolha feita pelo indivíduo de estar só, como diz o adágio popular: "com os seus botões". No estado emocional conhecido como solidão o ser humano tende a desejar intensamente alguma companhia que não tem.

Às vezes, a pessoa está em locais repletos de amigos e familiares a sua volta e ainda assim tem o seu interior destruído pela solidão. É importante compreender que a solidão é um profundo sentimento de vazio experimentado pelo indivíduo, levando-o a uma busca contínua de algo novo que possa transformar o estado no qual este se encontra.

1.2 O Perigo do Distanciamento Social

É sabido que nossos ancestrais sempre viveram em grupo desde a expulsão de Adão e Eva do Jardim do Éden. Juntos, eles estavam mais protegidos contra as ameaças do ambiente, ou seja, fazer parte de um grupo sempre propiciou uma maior e melhor possibilidade de sobrevivência. Estar unido com os demais também assegurava mais sucesso na hora de buscar alimentação. No entanto, sempre existiu pessoas socialmente desajustadas. Elas são insensíveis às necessidades e aos sentimentos dos outros e não sabem estabelecer relações interpessoais tranquilas. O que ocorre é que nunca aprenderam a se relacionar com os outros de maneira harmoniosa. Elas continuam tentando, mas sempre falham e permanecem em sua solidão. Esses sentimentos de solidão são acentuados quando crescemos cercados de valores sociais que não incentivam a proximidade. A ênfase exagerada que nossa sociedade dá nos dias atuais à liberdade, tem promovido a exaltação do individualismo e dos direitos pessoais, que militam contra os relacionamentos responsáveis e duradouros, nos quais a intimidade pode se desenvolver. Nossa sociedade tende a valorizar mais as coisas do que as pessoas. Os critérios que usamos para julgar o valor de uma pessoa são o seu sucesso e a sua aparência. Quem é rico e bem-sucedido é aceito pela sociedade, mas quem não é rico e bem-sucedido, geralmente, é ignorado, e isso pode gerar crise de solidão.

Explicação do Comentarista ao Professor

Sentir-se incapaz e inferior pode fazer com que seja desenvolvida uma crise de baixa autoestima que levará o indivíduo a um processo de solidão produzido por um estado de desconexão social.

Após passar por uma grande provação por desobedecer à Deus, e realizar a missão que lhe fora confiada, o profeta Jonas toma uma atitude que pode parecer solitude.

Ele constrói uma cabana e fica esperando pelos acontecimentos, mas logo podemos perceber que ele entra a um estado de solidão, pois foi preciso a intervenção do Senhor para que ele saísse do estado de prostração no qual se encontrava (Jn 4.5-11).

1.3  Sozinho em Meio a Multidão

Partindo-se da premissa de que a solidão é um sentimento ou estado de quem não se sente parte de um todo, podemos firmar que seu isolamento não é apenas físico, mas também emocional. Portanto, solidão não é apenas “estar sozinho”, mas principalmente a “percepção” de estar sozinho? Quem nunca passou pela experiência de se sentir sozinho em uma sala lotada de indivíduos? É provável que alguém de vocês, assim como eu, já tenha passado pela experiência de se sentir sozinho no meio de uma grande multidão. Verdade seja dita, são incontáveis os momentos onde nos sentimos desconectados de tudo que nos cerca e solitários em meio as multidões. Entretanto, quando a falta de companhia ou o sentimento de solidão em ocasiões onde você está cercado por pessoas se tornam frequentes e constantes é hora de buscar ajuda.

Explicação do Comentarista ao Professor

Podemos dizer que a modernidade levou o homem a procura de novas oportunidades nas grandes cidades, aumentando assim o número de solitários. No início do século XX os divórcios quase não existiam e as famílias eram maiores, possibilitando um convívio afetivo maior entre as pessoas.

Calcula-se que o número de pessoas solitárias alcançou o índice de 10% da população das metrópoles na última década.

2. Vazio Existencial

Solidão e vazio existencial, o que tem a ver um com o outro? Às vezes tudo, às vezes nada. Tem tudo a ver quando estamos vazios de Deus e de nós mesmos e então nos sentimos sozinhos, não importando se estamos sós ou rodeados de gente. O dicionário diz que solidão é uma profunda sensação de vazio, de isolamento, de desconexão. Quando nossos verdadeiros sentimentos e desejos se perdem, nossa vida se torna vazia, fútil e sem emoção. O resultado é a depressão, angustia e solidão, não como causa, mas como sintomas, que sinalizam algo que está acontecendo. O vazio existencial também é um sintoma causado por uma vida sem Deus e de um tempo rico em tecnologias e informações, onde pessoas vivem se arrastando pela própria sombra, esquecendo de si mesma e sem visualizar qualquer perspectiva de futuro. Por causa disso, não temos uma experiência bem definida das nossas próprias necessidades, não sabemos o que sentimos ou o que verdadeiramente queremos. Por esta razão, vícios, jogos, passatempos, prazeres, etc têm sido usados pelo homem para tentar tampar esse vácuo existencial. A mensagem bíblica de salvação em Jesus Cristo é o remédio certo para o vácuo da nossa existência e de suas patologias. Só a fé em Cristo e a certeza de salvação podem superar plenamente a crise existencial do homem.

2.1 Deus não Quer nos Ver Sós

Deus nos criou para seu louvou, mas nos respeitou a ponto de nos deixar decidir se queríamos louva-lo ou não. O homem escolheu desprezá-lo e, desde então, nosso coração não tem sossego, porque fomos separados do Criador. Na criação, Adão e Eva tinham intimidade com Deus e um com o outro. Porém, quando o pecado entrou na espécie humana, essa intimidade foi substituída pelos desentendimentos, atitudes defensivas, acusações, egoísmo, disputas de poder e etc. Muitas vezes, a solidão surge porque o pecado nos afastou de Deus e do nosso semelhante. Em vez de se voltarem para Deus arrependidos e procurarem a reconciliação com outros seres humanos, milhares de solitários buscam uma válvula de escape nas drogas, no sexo, nos encontros de grupos, no trabalho, nos esportes e num monte de outras atividades que são incapazes de acabar com sua inquietação interior.

Explicação do Comentarista ao Professor

Aproximar-se de Cristo é a melhor atitude a ser tomada por quem não quer sofrer com a solidão. uma vida devotada ao Senhor será o complemento suficiente para todo indivíduo que não pretende viver a angústia da solidão. Muitos procuram preencher o vazio interior com drogas e relacionamentos frustrados e se decepcionam ao descobrir que suas tentativas foram em vão.

2.2 O Perigo da Vulnerabilidade

Nós vivemos em uma sociedade que gera solidão, onde as rápidas transformações e a moderna tecnologia desencorajam a intimidade, estimulam o isolamento e como alerta ocasionam o estado de vulnerabilidade. Numa tentativa de conseguir intimidade e de fugir da solidão, muitas pessoas abrem o coração cegamente a estranhos, tornando alvo fácil para os aproveitadores. Além do mais, de acordo com estudos, pessoas que vivem em estado de solidão se torna mais vulneráveis a doenças, tendo maior risco de morrer cedo por ataques cardíacos, derrames e outros males associados a complicações de saúde. A autoconfiança e o companheirismo, em si, não fornecem uma solução permanente para o problema da solidão. Precisamos ajudar as pessoas a ter um relacionamento íntimo com Deus. Precisamos ajudá-las também a estabelecer relacionamentos profundos com, pelo menos, algumas pessoas, inclusive membros da família, onde haja sinceridade mútua e onde a individualidade seja aceita e respeitada. Intimidade com Deus e relacionamentos sinceros ajudam os indivíduos a se livrarem da hostilidade, baixa autoestima, incompetência social, insegurança, etc e consequentemente acabar com a solidão.

Explicação do Comentarista ao Professor

Pessoas populares nem sempre podem ser vistas como alguém que não sofre de solidão. Vivemos em um mundo em que colecionamos inúmeros amigos, principalmente no que se as redes sociais. No entanto, em se falando de solidão, para o ser humano não é a quantidade de amigos que pesa, mas a qualidade da amizade.

Estar rodeados de pessoas pode ser o sonho de muitos indivíduos, contudo isto não é e nunca será a certeza de que em um momento de solidão você poderá contar com o apoio de um amigo de verdade. Porém, se tivermos Cristo como amigo, nunca estaremos sós (Jo 15.13).

2.3 Preenchendo o “Vazio Cósmico”

Dentro de cada um de nós, existe uma força que nos impulsiona a uma busca do sentido existencial e para o preenchimento desse vazio. Por outro lado, a força que nos faz conviver com os nossos medos, incapacidades e limitações nos leva a querer viver dentro de uma zona de conforto, permitindo que situações conhecidas e que são cômodas gerem zona de conforto e segurança. A bem da verdade, vivemos oscilando entre esses dois mundos. Queremos um mundo ideal, com pessoas boas, mas não o buscamos da forma correta, uma vez que, boa parte das pessoas, que se queixa de um vazio existencial, sequer tem o trabalho e a preocupação de analisar a própria vida e o que é necessário fazer para se alcançar o que se espera que seja o ideal. Em regra, desperdiçamos tempo e energia com o que não é importante e significativo e, toda vez que esse vazio se manifesta, apenas aceitamos esse sinal da negligência, mas nos esforçamos para entender o sentido existencial de nossa vida. Por certo, achamos que o vazio, por si só, irá se preencher. Também não adianta ir ao shopping gastar, ou mergulhar na comida; não adianta afogar as mágoas na bebida, ou assumir compromissos sociais, morais e religiosos. Só Deus pode preencher o vazio de nossa alma.

Explicação do Comentarista ao Professor

A Bíblia nos ensina que Cristo é o Verbo vivo que desceu do céu (Jo 1.1). Podemos então inferir que Ele é a própria Palavra. Com esta compreensão, concluímos que ao se aproximar de Cristo o homem receberá o Espírito de Cristo, que é um dos títulos que indicam a relação do Espírito Santo com Jesus. Destarte fica claro de que forma o Espírito encherá este "vazio cósmico", através da comunhão íntima do indivíduo com Jesus, que evolui à medida que o homem busca conhecer a Palavra de Deus. Não basta aceitar a Cristo. Necessário é estreitar a relação com Ele (Jo 15.4-5; 2Pe 3.18).

3. A Solitária de Samaria

Muito já se tem falado sobre a mulher samaritana. Já lhe foram dados vários rótulos, inclusive o de prostituta. Mas, aqui nesta lição, trataremos de abordar alguns motivos que nos leva a crer que ela era uma mulher solitária. Vamos, pois, buscar inspiração no encontro instigante de Jesus com a Samaritana, junto a um poço.

3.1 O Primeiro Indício

Segundo o texto, a samaritana foi ao poço na hora sexta, isto é, ao meio dia, quando o ideal era ir pela manhã ou ao final da tarde. Era costume naquela época as mulheres buscar água nos poços no final da tarde. Por que então aquela mulher foi ao poço ao meio-dia, na hora do sol escaldante? Por que ela não foi no horário que era de costume? Simples. Ela provavelmente queria evitar sua exposição pública, por isto, escolheu aquele momento. Ela não queria o encontro com as outras mulheres, pois estava cansada de passar por constrangimentos, rejeições e desprezos. Alguns estudiosos chegam a afirmar que ela poderia não ter nem mais o prazer de viver, sua alma estava em frangalhos, já que o golpe da vida lhe foi emocionalmente fatal. Ela vai nesse horário, pois não quer ouvir nem sequer um bom dia. Dia após dia ela ia solitária e sem voz ao poço. Tudo que ela queria era “curtir” sua solidão e esperar com paciência o tempo de sua morte chegar! Em um desses dias Jesus a aguarda a beira do poço e propositadamente começa um diálogo na intenção de libertá-la do jugo da solidão!

Explicação do Comentarista ao Professor

Quem vive só é vulnerável a abordagens de estranhos. A mulher não conhecia a Jesus e o identificou como alguém estranho (Jo 4.9), mas foi afortunada ao se encontrar com Cristo. Muitos solitários não experimentam a mesma felicidade de encontrarem aquele que pode transformar as suas vidas (Jo 4.10), tendo que viver uma vida sem sentido e em completa solidão.

3.2 Relacionamentos Frustrados

A conversa segue em meio à desconfiança dela, até que Jesus manda chamar o seu marido e ela diz: não tenho marido. Jesus responde: disseste bem porque tiveste cinco maridos e o que agora tens não é teu marido (Jo 4.18). Aqui está a principal causa do vazio existencial desta mulher. Ela já teve cinco maridos e agora vive com um que não é o seu marido! Ao falar de seus casamentos Jesus causa um impacto no íntimo daquela mulher. O que levou essa mulher a amargar tantos divórcios a ponto de viver perdida em sua solidão, sedenta de um sentido para a sua existência? Com certeza essa mulher, no primeiro momento, não saiu de casa para viver uma aventura com um homem, ele com certeza prometeu amá-la com todas as suas forças. Ela se entregou, se deu, se gastou. Na sua agenda emocional não havia retorno. Seria para sempre com o seu príncipe, o amor de sua vida. O que teria ela feito para ser repudiadas tantas vezes? Entre angústias, medos, incertezas e desilusões, ela havia se perdido no caminho, e agora, só encontra alguém para lhe dar comida, quem sabe, em troca de sexo!

Explicação do Comentarista ao Professor

Quando abordarmos assuntos relativos a relacionamentos, os quais envolvem sentimentos íntimos, devemos sempre fazer um avaliação criteriosa do indivíduo. O relacionamento conjugal é permeado por inúmeros fatores relacionados à formação da personalidade, principalmente o conhecido período edipiano. Complexos adquiridos neste período da vida, se não resolvidos por uma intensa busca de autoconhecimento através da livre associação, só serão solucionadas através de uma vida de intensa comunhão com o Eterno. O ser humano só estará livre da solidão quando provar da água que sacia qualquer tipo de sede (Jo 4.14).

3.3 Não Reconhecer o Pecado

Quando ignoramos a Deus e não reconhecemos nossos pecados, há pouca probabilidade de nos livrarmos da solidão e de inúmeras outras doenças da alma. O pecado não é um problema pequeno e de pouca importância, mas uma rebelião gravíssima contra Deus e seu governo e tem sérias consequências para toda a vida humana e para toda a criação de Deus. O problema do pecado é algo tão sério e tão grave que nenhum ser humano jamais conseguiu nem conseguirá se livrar dele pelos seus próprios esforços. No entanto, Deus, pela grandeza de sua graça, tomou a iniciativa de vir ao nosso encontro e promover a reconciliação pelo sangue de seu Filho. O derramamento do sangue de Cristo foi o preço pago pela nossa reconciliação com Deus, o que nos mostra o quanto nosso pecado é grave aos olhos de Deus e o quanto ele nos ama. Quando Jesus disse para a mulher samaritana: “Vai, chama o teu marido, e volta aqui” (Jo 4.16). Ele não queria dizer que o marido era mais esperto do que ela. Quis apenas que ela caísse em si, que ela tomasse consciência de sua realidade pecaminosa. Ela precisava de reconhecer seu estado de sequidão espiritual, para então, sentir a necessidade da água da vida. Ela precisava de sentir o errado das suas más ações e escolhas. Observe que quando a mulher samaritana disse: “Não tenho marido”, Cristo imediatamente respondeu: “De fato, tiveste cinco maridos e o que tens agora não é teu marido”. Neste presente século, somos bombardeados de informações e sensações que nos dificulta a ter acesso a nossa própria identidade. Estamos rodeados por telas que emitem imagens e mensagens que nos forçam a permanecermos na superfície de nós mesmo. Reconhecer nossos pecados, através da Palavra, ainda é a pedagogia que nos conduza até o mais profundo de nossa intimidade. Precisamos, sob a ação da Graça, destravar nosso interior de tal maneira que brote a novidade que tudo renova e plenifica nossa existência. Assim como a água potável, necessária para a vida, é preciso tira-la do fundo da terra, também a água da vida, é preciso extraí-la das profundezas de si mesmo.

Explicação do Comentarista ao Professor

A mulher samaritana não tinha nenhum motivo para ser feliz, mas quando encontrou a Cristo viu os mistérios de Deus serem revelados diante dos seus olhos e então começou a viver uma nova experiência de vida e nunca mais andou só.

CONCLUSÃO

Ainda que a família e os amigos venham nos abandonar, Deus sempre nos acolherá. Ele está ao nosso lado. O seu Espirito orienta-nos em as nossas provações. Portanto, recorramos a Ele em nossas necessidades.

Questionário

1. O que o próprio Deus identificou?
R. Que não é bom o homem viver só. (Gn 2.18).

2. Como o escritor aos Hebreus nos apresenta a Palavra de Deus?
R. Como espada poderosa, capaz de penetrar o mais profundo do nosso ser. (Hb 4.12).

3. Qual é o resultado de desfrutar da presença de Cristo?
R. “Sucesso” em todas as áreas de nossa vida. (Jo 15.5).

4. Quem contraiu um relacionamento impuro, passando a viver com alguém que era seu marido?
R. A mulher samaritana (Jo4.18).

5. Qual é o perigo do pecado?
R. Tornar-se natural para quem não conheça Jesus. (Jo 4.25).

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Bibliografia

Revista EBD Betel Dominical Professor – 1º trimestre 2019, ano 29, número 110 – Editora Betel

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Pr Soley
Pr Soley

Nascido aos 04 de abril de 1973 em Amambaí-MS. Subtenente da PMTO. Casado com a Diaconisa Eliana Machado e pai de dois filhos abençoados: Camilla Eduarda e Raul Soley. Converteu-se ao Evangelho de Cristo em Janeiro de 2010 na cidade de Colmeia-TO. Atualmente congrega na Igreja Assembleia de Deus Nação Madureira Campo de Colmeia-TO. Serve ao Senhor como Coordenador e Professor da EBD Betel na Igreja Sede, Professor do Curso Médio em Teologia pelo IBAD e Coordenador da Juventude da Região Médio Norte do Tocantins. Pela graça de Deus!