Lição 04 – As Oposições não Podem Impedir o Progresso da Obra 

 

 Texto Áureo        

“Assim, edificamos o muro, e todo o muro se cerrou até sua metade; porque o coração do povo se inclinava a trabalhar” (Neemias 4.6)

 Verdade Aplicada        

Mesmo diante de oposições e ameaças, a Igreja prossegue sendo edificada para a glória de Deus até que Cristo venha.

 Objetivos da Lição        

1Mostrar que o inimigo tenta a todo custo parar a obra de Deus.
2Enfatizar que os opositores da obra de Deus se unem para a prática da maldade.
3Apresentar como deve ser o proceder do povo às leve no serviço ao Senhor.

 Textos de Referência:         

Ne 4.1 – E sucedeu que, ouvindo Sambalate que edificávamos o muro, ardeu em ira e se indignou muito, e escarneceu dos judeus.
Ne 4.2 – E falou na presença de seus irmãos e do exército de Samaria, e disse: Que fazem estes fracos judeus? Permitir-se-lhes-á isto? Sacrificarão? Acabá-lo-ão num só dia? Vivificarão dos montões do pó as pedras que foram queimadas?
Ne 4.3 – E estava com ele Tobias, o amonita, e disse: Ainda que edifiquem, vindo uma raposa, derrubará facilmente o seu muro de pedra.

 Hinos Sugeridos:         

 Hino 04 

 Hino 33 

 Hino 503 

INTRODUÇÃO

Assim como Neemias enfrentou oposição, nós estamos sujeitos a oposições no que se refere à obra de Deus. Devemos aprender com esse servo do Senhor a encarar as ameaças, sejam externas ou internas, e prosseguir avante.

1. O Início da Obra é Marcado por Ataques

Vimos anteriormente como Neemias foi cuidadoso em empreender minuciosa pesquisa da situação real de Jerusalém e sobre como foi imparcial em sua apresentação aos liderados. O capítulo 4 nos mostra como Neemias se preocupou em manter-se informado quanto a tudo o que acontecia não só no canteiro de obras, mas também em Samaria.

1.1.  Sempre Ocorrerão Oposições

Na lição passada, refletimos sobre os princípios aplicados por Neemias na reconstrução dos muros, a admirável cooperação e divisão de tarefas. Num primeiro momento parece que tudo fluiu com certa facilidade, quando fazemos uma leitura rápida de Neemias 3 e notamos expressões como “edificaram”; “levantaram”; “ao seu lado”; “repararam”, entre outras. Contudo, tal empreendimento não ficou sem a reação contrária dos inimigos (Ne 4.1-3). Afinal, a cidade que antes estava desguarnecida, sem muros e aberta, agora está se tornando uma cidade fortificada e guarnecida. No processo de edificação da Igreja, cada membro do Corpo de Cristo precisa ter consciência da realidade das oposições até que a Igreja seja arrebatada (Jo 15.19-21; 16.33). 

1.2. A Razão da Ira de Sambalate

As pergunta de Sambalate queriam levar o povo judeu ao ridículo (Ne 4.2). Como as fez diante do exército de Samaria, ganhou com isto um imenso apoio popular (Ne 4.7-8). Suas indagações, de fato, estão escondendo sua verdadeira preocupação. A reforma seria o ponto de partida para o surgimento de uma Jerusalém poderosa e influente. Para contrabalancear, o destaque de Jerusalém significaria uma Samaria rumo à bancarrota. Sambalate tenta fomentar o ânimo dos guerreiros que o defendiam, a fim de, evidentemente, tentar retardar os judeus já em seus primeiros passos.

1.3.  A Arquitetura da Sutileza

Destacamos duas frentes de ataque com o objetivo de se paralisar a obra recém-iniciada: a visão do caos e a boataria. Durante um implosão, a velha ou condenada construção vem abaixo em questão de segundos. Porém, pouco se exibe da quantidade de entulho formada. No caso dos muros, a visão dos escombros era assoladora. A primeira tentativa do inimigo foi tentar desanimar os trabalhadores, servindo-se do desalentador espectro de destruição que estava à sua frente (Ne 4.10). Em seguida, investe novamente, agora espalhando boatos que pintavam um cenário completamente desfavorável aos reconstrutores do muro (Ne 4.12).

2. Unidos Para a Prática da Maldade

O escritor aos Hebreus nos anima a prosseguir, com paciência, até o fim da carreira que o Senhor nos reservou (Hb 12.1). Isso nos dá uma ideia de como a vida cristã repleta de lutas e batalhas até nos encontrarmos com o Senhor. Uma vez sabedores dessa realidade, resta-nos conhecer como o inimigo age para, assim, nos desvencilharmos de seus ataques.

2.1.  Juntos Para Destruir

A Bíblia nos mostra como fariseus e saduceus, divergentes em suas crenças (Mt 16.1; At 23.8), uniram-se para se contraporem a Jesus. A história de Neemias nos mostra que, a despeito do entusiasmo inicial do povo, houve por parte dos opositores um engajamento de forças para verem destruídos os planos de restauração. Conforme o capítulo 2, temos a noção de suas origens. Sambalate vinha do norte; Tobias do leste. Junto estava Gesém, o arábio. No capítulo 4, vemos a inclusão dos arábios (sul), além dos amonitas e dos asdoditas (Ne 4.7).

2.2. A Arma do Desdém

O progresso da obra de Deus suscitou a ira dos inimigos, que não queriam ver a restauração seguir adiante (Ne 4.1). Os opositores reagiram não apenas fazendo ameaças de ataques diretos e calúnias, mas também por intermédio de comentários negativos sobre os materiais de construção utilizados e da fragilidade da construção, tentando semear insegurança (Ne 4.2-3). Tentaram levar o povo ao ridículo através de chacotas e deboches.

2.3. Reagindo aos Ataques

É nítido ao longo de todo o livro que Neemias era um homem decidido, de visão e ação, corajoso, perseverante, mas plenamente consciente de sua dependência de Deus. Isto é constatado por suas constantes orações, desde quando ainda estava em Susã. E agora, em plena reconstrução dos muros de Jerusalém e diante dos opositores, ele continua recorrendo às orações (Ne 4.4-5, 9). Não ficava debatendo, mas orava e prosseguia na obra (Ne 4.6). É preciso sempre lembrar que na realização da obra de Deus, mesmo estando ainda na carne, não lutamos segundo os padrões deste mundo (2Co 10.3-4). É preciso oração e ação.

3. O Proceder do Povo Durante as Obras

Quando nos ocupamos fazendo a obra de Deus, nossos inimigos tem seus planos anulados pelo Senhor. Devemos confiar em Deus para realizar os aspectos impossíveis de nossas demandas, pois os possíveis cabe a nós fazê-los. Jesus ressuscitou a Lázaro, mas a pedra do túmulo foi tirada por pessoas, pois tal tarefa estava ao alcance delas (Jo 11.39). As portas da prisão que detinham Pedro foram milagrosamente abertas, mas o portão da casa onde os irmãos oravam precisou ser abertos por mãos humanas (At 12.10, 16). Não espere Deus fazer aquilo que você pode. Vejamos mais alguns aspectos de como o povo se portou durante as obras.

3.1. Visão em Tempo Integral

Por vezes, o grande apelo ao trabalho tem cegado a muitos, levando-os a tropeçarem em seus próprios pés. Todos que compunham a equipe de restauração trabalhavam e vigiavam (Ne 4.16-18). Ação e vigilância devem formar um par indissolúvel na vida de todo cristão (Mt 26.41; Mc 13.33). Em nosso embate espiritual enfrentamos oponentes invisíveis. Não há um cessar fogo nem trégua (1Ts 5.17). O inimigo não respeita férias e nem oferece recesso aos seus comandados. Está sempre em busca de oportunidades para nos derrotar.

3.2. Ouvidos Sensíveis ao Menor Ruído de Ameaça

O fato de estarmos atarefados não nos isenta de ficarmos atentos ao chamado emergencial, quando Satanás investe de forma abrupta contra a Igreja (At 20.29-30). A trombeta era utilizada para, à distância, comunicar alguma ocorrência ao povo. Neemias sempre tinha aquele que tocava a trombeta ao seu lado (Ne 4.18-20). O povo precisava estar atento e saber o que cada toque significava. Se o toque saísse errado, o povo se confundiria. É necessário estarmos em sintonia com o Espírito Santo, a fim de entendermos os Seus propósitos.

3.3. Mantendo-se Próximos

A falta de união tem sido motivo de grandes prejuízos ao avanço da Igreja na terra. A rivalidade é uma condição maléfica quando se trata da expansão do Reino de Deus. Esse tipo de dissensão deve urgentemente ser substituída pela parceria entre os irmãos (Ec 4.12). A desunião provoca a doença de todo o corpo. Somos varas da mesma videira e o Espírito Santo deve ter liberdade de fluir em todos nós. Se não há união, esse fluxo é quebrado (Sl 133; Ef 4.3).

CONCLUSÃO

Na vida cristã, às vezes, basta manifestarmos a intenção de executar algo em prol da obra de Deus, para vermos o início dos levantes contra nós. Mas não podemos desistir de realizar o que o Senhor nos incumbiu, mesmo quando os inimigos unem-se objetivando nossa destruição.
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Bibliografia

Revista EBD Betel Dominical Professor – 4º trimestre 2018, ano 28, número 108 – Editora Betel

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Pr Soley
Pr Soley

Nascido aos 04 de abril de 1973 em Amambaí-MS. Subtenente da PMTO. Casado com a Diaconisa Eliana Machado e pai de dois filhos abençoados: Camilla Eduarda e Raul Soley. Converteu-se ao Evangelho de Cristo em Janeiro de 2010 na cidade de Colmeia-TO. Atualmente congrega na Igreja Assembleia de Deus Nação Madureira Campo de Colmeia-TO. Serve ao Senhor como Coordenador e Professor da EBD Betel na Igreja Sede, Professor do Curso Médio em Teologia pelo IBAD e Coordenador da Juventude da Região Médio Norte do Tocantins. Pela graça de Deus!

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