EBD Betel Lição 11 – O Desafio da Reorganização Social

 

 Texto Áureo        

“E o povo bendisse a todos os homens que voluntariamente se ofereciam para habitar em Jerusalém” (Ne 11.2)

 Verdade Aplicada        

Todos os que trabalham na obra de Deus são importantes, desde os que fazem as tarefas mais simples aos que estão na linha de frente.

 Objetivos da Lição        

1 – Extrair exemplos de fé nas atitudes de Neemias
2 – Explicar a necessidade de ordem para o bom andamento do culto
3 – Aprender a planejar não apenas na técnica, mas na dependência de Deus.

 Textos de Referência:         

Ne 11.1 – E os princípios do povo habitaram em Jerusalém, mas o resto do povo lançou sortes para tirar um de dez, que habitasse na santa cidade de Jerusalém, e as nove partes, nas outras cidades.
Ne 11.2 – E o povo bendisse a todos os homens que voluntariamente se ofereciam para habitar em Jerusalém.
Ne 11.3 – E estes são os chefes da província que habitaram em Jerusalém (porém nas cidades de Judá habitou cada um na sua possessão, nas suas cidades, a saber, Israel, os sacerdotes, e os levitas, e os netinins, e os filhos dos servos de Salomão).

 Hinos Sugeridos:         

 Hino 16

 Hino 79

 Hino 593

INTRODUÇÃO

A luz da Bíblia, entendemos que o homem foi criado para viver em sociedade. Esta lição tem como pano de fundo, o capítulo onze do livro de Neemias, cujo conteúdo principal é o repovoamento de Jerusalém.

1. Os Recursos Disponíveis

Ao longo das lições, temos aprendido muito com Neemias através de seus cuidados e atitudes. Sua cautela, aliás, fez com que não demonstrasse a mais leve centelha de embaraço diante das solicitudes da vida. Exemplo disso é que vimos no capítulo sete quando fez o censo do povo para o caso de se fazer necessária uma intervenção planejada. Com os dados em mãos, pôde, agora, tomar a decisão acertada. É uma sequência natural à construção dos muros (Ne 1-6) e à instrução espiritual do povo (Ne 8-10).

1.1. O que o Censo Revelou?

Os números contabilizou por Neemias trouxeram à tona uma realidade preocupante. Os judeus que retornaram do exílio eram poucos em relação à população de Jerusalém antes da queda. lembremo-nos de que os muros foram reconstruídos sobre as fundações originais, deixando, portanto, a cidade com a mesma área de antes. O baixo número de habitantes deixava o lugar vulnerável ao ataque de povos inimigos, já que grandes porções de terra ficariam praticamente isoladas (Ne 7.4).

1.2. Um Recomeço Difícil

Por incrível que pareça, Jerusalém não oferecia atrativos para o povo da época; isso porque, em caso de ataque, viver ali seria potencialmente perigoso. A maioria do povo residia nas periferias e, certamente, por declarações de peremptoria negativa, Neemias se vê obrigado a realizar um sorteio para determinar quais dos remanescentes teria de se mudar para o centro (Ne 11.1). Mesmo assim, ainda existiam aqueles que voluntariamente decidiam-se por estabelecer-se em Jerusalém e recebiam o reconhecimento dos demais (Ne 11.2).

1.3. Pensando no Reino de Deus

A realidade da Igreja do Senhor em nossos dias não é muito distante da vivida por Neemias. Ali, muitas eram as situações externas que amedrontavam o remanescente a retornar, de fato, ao lugar preparado por Deus, como, por exemplo, discriminação religiosa de outros povos em relação ao comércio em Jerusalém; os próprios judeus mudarem-se, a essa altura dos acontecimentos, o que significaria transtornos consideráveis, tais como: reconstruir casas e reconstituir clientela, já que muitos deles eram comerciantes. Além de representar maior compromisso com Deus por estarem mais próximos da Templo, sofrendo, portanto, maior pressão da sociedade. Era preferível ficar longe, pois assim não precisariam observar horários de culto e outras obrigações.

2. Ordem e Método

Esta fase pós-reconstrução dos muros requereu de Neemias habilidade, discernimento e cuidado, considerando que, como governador, tinha agora a missão de redistribuir a população, exigindo que adotasse critérios e métodos adequados ao contexto no qual o povo de Deus se encontrava.

2.1. Justiça, Equidade e Igualdade

Como fundamento, há uma distribuição de poder, com o povo tendo parte nos afazeres da comunidade. Como comportamento, há ausência de conflito. Tudo isso só é possível porque tem origem na relação do povo com o Senhor e com seu desejo de fazer a vontade divina (Hb 13.21). A recomendação bíblica é que vivamos em harmonia com a vontade de Deus (1Pe 4.2).

2.2. Uma Demonstração de Patriotismo

Provavelmente, vários que constam na relação apresentada em Neemias 11.4-24, além dos sacerdotes e levitas, já estavam residindo em Jerusalém, quando o governador iniciou um movimento para redistribuir a população. Outros também se ofereceram para habitar na santa cidade, o que levou o povo a se alegrar e rogar as bênçãos sobre os mesmos (Ne 11.2). Uma demonstração de patriotismo. Na lista há o registro de pessoas que, possivelmente, já tinham demonstrado capacidade para estar à frente de negócios públicos ou de colaborar para o bem-estar da população. Hoje é muito importante que cada membro do Corpo de Cristo tenha uma atitude de voluntariedade, assim como os cristãos da Macedônia (2Co 8.5).

2.3. A Importância da Definição de Funções

Neemias 11.9 levanta mais uma questão de demandava uma solução imediata. Foram estabelecidos líderes junto ao povo. Fazia parte do programa de reassentamento a importante ação de delegar tarefas. Para tanto é fundamental que o líder procure conhecer as pessoas para utilizar as habilidades de cada uma a favor de todo o povo. Neemias sabia que agora, com o aumento da população e o reinício da organização social, seria imprescindível encontrar pessoas que não apenas estivessem dispostas, mas, também, demonstrassem o devido preparo para assumir algumas funções de liderança, como superintendente e responsável por setores da cidade. Notemos os requisitos apresentados pelo sogro de Moisés como necessários nos homens que iriam auxiliá-lo à frente do povo no deserto: “Homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que aborreçam a avareza” (Êx 18.21).

3. Planejamento na Dependência de Deus

O repovoamento da cidade traz em seu bojo algumas lições atinentes ao trabalho realizado pela igreja do Senhor. Para cumprir a função precípua da Igreja na terra, faz-se necessário analisar alguns aspectos muito interessantes contidos na Bíblia.
A Palavra de Deus, desde longa data, está pronta a nos alimentar profundamente. Deus, e não o homem, é o centro de todas as coisas. Missões são importantes, mas não haverá missões se houver antes, o culto. Para que este funcione, é necessário:

3.1. O Corpo de Obreiros

No Novo Testamento encontramos um episódio em que os apóstolos encontraram dificuldades para atender à nova igreja de um modo satisfatório. O resultado foi a instituição dos diáconos (At 6.2-3). As Escrituras também ditam as condições a serem atendidas por esses obreiros (1Tm 3.8,12-13). Às vezes, o obstinado apego do líder a todos os afazeres da igreja acaba fazendo com que ele deixe a desejar no ensino da Palavra, sem qual o culto fica incompleto.

3.2. Polivalência

Muito embora o corpo auxiliar seja o responsável pelo cuidado da igreja antes, no decorrer e depois do culto, nada impede que também esteja apto à pregação da Palavra. É uma situação extremamente real, pois os ajudantes de hoje, podem ser os líderes de amanhã. Exemplo vivo disso é o que acontecia com os levitas (Ne 11.15-18). Afinal, os diáconos também tinham a missão de anunciar a Palavra por todo o território (At 1.8). Atuavam nos diversos setores presentes no culto. Assim como os levitas não eram apenas cantores, como muitos equivocadamente interpretam.

3.3. Outras Tarefas

Podemos citar ainda os porteiros, os auxiliares ou cooperadores e os cantores. Algumas pessoas querem diminuir aquilo que o próprio Deus não rebaixou. É o caso dos porteiros, por exemplo, pois são o cartão de visitas para quem chega ao culto. A primeira impressão causada por ele será aquela que os membros e visitantes levarão quando saírem. Acrescente-se a isso, que além de serem simpáticos, precisam ficar atentos ao mesmo tempo. É um cargo de suma importância na igreja.

Conclusão

Ao desviar-se dos preceitos de Deus, a situação tornou-se deplorável. A reconstrução das muralhas e tudo o que se seguiu, mostra-nos que a obra do Senhor vive em dinamismo e sob Seus fiéis cuidados. Esta lição nos mostrou que sempre haverá uma etapa a se concluir. Sejamos, pois, firmes, constantes e abundantes (1Co 15.58.

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Bibliografia

Revista EBD Betel Dominical Professor – 4º trimestre 2018, ano 28, número 108 – Editora Betel

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Pr Soley
Pr Soley

Nascido aos 04 de abril de 1973 em Amambaí-MS. Subtenente da PMTO. Casado com a Diaconisa Eliana Machado e pai de dois filhos abençoados: Camilla Eduarda e Raul Soley. Converteu-se ao Evangelho de Cristo em Janeiro de 2010 na cidade de Colmeia-TO. Atualmente congrega na Igreja Assembleia de Deus Nação Madureira Campo de Colmeia-TO. Serve ao Senhor como Coordenador e Professor da EBD Betel na Igreja Sede, Professor do Curso Médio em Teologia pelo IBAD e Coordenador da Juventude da Região Médio Norte do Tocantins. Pela graça de Deus!

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