EBD Betel Lição 8 – O Povo é Impactado pela Palavra de Deus

 

 Texto Áureo        

“Toda a Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça” (2Tm 3.16)

 Verdade Aplicada        

É muito importante não apenas ler a Palavra de Deus, mas buscar entender para praticá-la.

 Objetivos da Lição        

1 – Ratificar a infalibilidade da Bíblia como a Palavra de Deus;
2 – Reafirmar a importância de o cristão ter uma conduta vigilante;
3 – Apontar o testemunho como um dos marcos da Igreja enquanto peregrina neste mundo.

 Textos de Referência:         

Ne 8.1. E, chegado o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da porta das águas, e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés, que o Senhor tinha ordenado a Israel.
Ne 8.2 E Esdras, o sacerdote, trouxe a lei perante a congregação, assim de homens como de mulheres e de todos os entendidos para ouvirem, no primeiro dia do sétimo mês.
Ne 8.3 E leu nela, diante da praça, que está diante da porta das águas, desde a alva até o meio-dia, perante homens, e mulheres, e entendidos; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro do lei.

 Hinos Sugeridos:         

 Hino 388 

 Hino 402 

 Hino 457 

INTRODUÇÃO

Nesta lição, observaremos a relevância da Palavra de Deus na história de Israel e, evidentemente, em cada membro do Corpo de Cristo. O estudo e a prática das Escrituras produzem impacto e transformações em vidas.

1. Mobilização Para a Palavra de Deus

Desde o retorno do cativeiro que o povo estava sendo estimulado, conscientizado e motivado para levar adiante o grande projeto de reconstrução: Templo, muralhas, e portas. Além da necessidade de enfrentar os desafios de reorganização social e econômica. Tudo em um contexto de oposições, investida de inimigos e problemas, também, internos, como estudado nas lições anteriores. Contudo, Neemias sabia que não bastava o sucesso em concretizar este projeto, se o povo não fosse mobilizado, também, para um grande retorno à Palavra de Deus.

1.1.  Uma Ordem Dada por Deus

Dentre muitas instruções dadas por Deus durante a peregrinação de Israel no deserto, antes de entrar na Terra Prometida, uma deveria ser observada, logo após passar o rio Jordão: escrever e anunciar os mandamentos ordenados por Deus (Dt.11.26-30; 27.1-14). Encontramos em Josué 8.30-35 o registro de um grande ajuntamento, não para partir para outra batalha, mas para ouvir a Palavra de Deus. Aprendemos que em meio a tantos importantes afazeres em nossa dia a dia não podemos deixar de priorizar nosso contato com Deus por intermédio da Sua Palavra. 

1.2. Vivemos na Terra Prometida

O povo estava de volta à Terra Prometida, ainda que continuasse subjugado ao Império Persa. Contudo, era preciso lembrar que, mesmo nesta condição, continuava sendo povo de Deus e, portanto, comprometido com a Aliança firmada anteriormente (Êx 19.3-6). O sétimo mês na vida do povo de Israel é de grande significado (Lv 16.29; 23.24-44). Anteriormente, foi no sétimo mês, antes de lançar os fundamentos do novo templo, que “edificaram o altar do Deus de Israel” (Ed 3.2). Uma lição que pode ser extraída é a relevância em buscar conhecer e lembrar acerca dos caminhos do Senhor revelados em Sua Palavra, sejam quais forem as circunstâncias.

1.3.  Diante da Porta das Águas

As praças tinham sua localização próximo às grandes portas da cidade (2Cr 32.6; Ne 8.1,3,6). Segundo Stephen S.Short: “Era a porta do lado leste de Jerusalém pela qual os cidadãos passavam quando desciam à fonte de Giom para buscar água”. Portanto, devia ser um local bastante movimentado. Que grande reunião foi esta! A denominação da Porta e a finalidade da reunião formam um significado binômio: Água e Palavra. Tal comparação nos remete ao texto de Efésios 5.26: “Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra”. Que cada membro do Corpo de Cristo continue sedento por receber mais desta Palavra e disseminá-la a todos que ainda a ignoram.

2. A Supremacia da Palavra de Deus

A muralha mais importante na vida de um cristão talvez seja aquela que lhe proporcionará resistência ante as adversidades que o mundo oferece. Não necessariamente precisamos de muralhas aparentes. Agora o povo se reúne para ouvir e receber a Palavra de Deus (Ne 8).

2.1.  O Agente Regenerador

Os genuínos avivamentos ao longo da história da Igreja ocorreram a partir de um retorno às Escrituras Sagradas, levando o povo a um profundo quebrantamento e arrependimento. Tais atitudes nos conduzem a buscar mais do amor e da graça de Deus, desejando mais intensamente estarmos em comunhão com o Senhor. Vivemos numa época de muita informação, disponibilizada através da Internet, principalmente, porém, desprovida de critério. Muitos fazem uso desses dados sem averiguar suas fontes e, infelizmente, tornam-se multiplicadores do erro. É preciso observar que, durante a leitura da Palavra, ocorriam pausas, nas quais se esclareciam os pontos de difícil entendimento para o povo (Ne 8.7-8).

2.2. Um dos Agentes do Crescimento

As Assembleias de Deus devem muito do seu crescimento ao ensino genuíno da Palavra. A Escola Dominical é um departamento que jamais deve faltar ou ser negligenciado em nossas Igrejas. Nas aulas, há liberdade para perguntas, o que não acontece durante as pregações. Assim, a maior parte das dúvidas pode ser sanada, oferecendo um embasamento bíblico mais salutar. Igrejas que ignoram o ensino verdadeiro da Bíblia pode até estar cheias, mas seus membros não terão maturidade suficiente para encarar as batalhas que, cedo ou tarde, surgirão.

2.3. Resgate da Ênfase Na Autoridade da Bíblia

Ao longo do tempo, a Palavra de Deus já sofreu inúmeros ataques quanto á sua validação, inerrância e infalibilidade, inclusive por parte de inúmeras informações consideradas cientificas e de vários filósofos. Entretanto, falsos ensinadores não têm dado atenção a esses aspectos e tornam-se disseminadores de aberrações teológicas. Levantamentos estatísticos têm mostrado igrejas quase mortas no continente europeu, vitimas de ensinamentos absurdos. Os Estados Unidos caminham na mesma direção. E, se não tomarmos cuidado, seremos atingidos pela tragédia do liberalismo teológico. Neemias sabia a importância de atentar para os ensinamentos da Lei de Deus. Por isso, dedicou-se para que o povo aprendesse e praticasse os mandamentos do Senhor.

3. Cuidados Prévios e as Comemorações

Era muito importante que o povo celebrasse consciente dos propósitos da festa, pois Deus estabeleceu as festas visando, entre outros objetivos, que o povo não esquecesse dos Seus feitos, uma oportunidade para ensinar aos filhos e levar Israel a permanecer confiando na providência de Deus. Portanto, analisemos as partes que compõem os festejos descritos no capítulo 8 de Neemias.

3.1. Comer e Beber do melhor que tiver

O povo estava experimentado o ápice de suas emoções pelo impacto produzido ao ouvir e entender as palavras da lei (Ne 8.9-10). A explanação da Palavra de Deus despertara nos presentes uma experiência há muita esquecida. É interessante observar como nossa alma se deleita e nosso espírito fica mais alimentado ao final de um culto de adoração a Deus, no qual Sua Palavra é pregada, gerando em nós atitudes de mudança.

3.2. Repartir com os que nada prepararam

Nos dias festivos, os judeus tinham por hábito promover eventos regados a muita comida e bebida. Porém, o costume não parava por ai. Praticavam também a generosidade ao enviar presentes aos seus concidadãos. Era uma maneira de expressarem sua alegria em reciprocidade aos benefícios que Deus lhe concedera. O livro de Ester relata que, após a vitória dos judeus sobre seus inimigos, houve a realização de festividades em todos os lugares (Et 9.22).

3.3. Dia Consagrado ao Senhor

Nenhuma festa dita cristã valerá a pena se o personagem principal da adoração, isto é, Deus, for deixado de fora. Percebemos que o povo de Israel festejou porque foi contagiado por um avivamento espiritual assim que a Palavra de Deus surgiu efeito em seus corações (Ne 8.6,12). De nada adianta uma programação extensa e, às vezes, bastante dispendiosa, se não for movida por uma íntima apresentação dos nossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (Rm 12.1). Esse clima espiritual é alcançado quando há quebrantamento e contrição produzidos pela Palavra de Deus e pelo Espírito Santo.

CONCLUSÃO

Aprendemos nesta importante lição que, assim como o corpo físico necessita de porções de alimento sólido para sobreviver, o espírito também requer que nos alimentemos da Palavra de Deus diariamente para nosso crescimento e aperfeiçoamento como filhos de Deus.
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Bibliografia

Revista EBD Betel Dominical Professor – 4º trimestre 2018, ano 28, número 108 – Editora Betel

                     Vídeo Aulas Sobre a Lição – Bom Estudo!                      

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Pr Soley
Pr Soley

Nascido aos 04 de abril de 1973 em Amambaí-MS. Subtenente da PMTO. Casado com a Diaconisa Eliana Machado e pai de dois filhos abençoados: Camilla Eduarda e Raul Soley. Converteu-se ao Evangelho de Cristo em Janeiro de 2010 na cidade de Colmeia-TO. Atualmente congrega na Igreja Assembleia de Deus Nação Madureira Campo de Colmeia-TO. Serve ao Senhor como Coordenador e Professor da EBD Betel na Igreja Sede, Professor do Curso Médio em Teologia pelo IBAD e Coordenador da Juventude da Região Médio Norte do Tocantins. Pela graça de Deus!

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