EBD Betel Lição 9 – Arrependimento, o Caminho para o Reavivamento

 

 Texto Áureo        

“Aparta-te do mal e faze o bem; e terás morada para sempre” (Sl 37.27)

 Verdade Aplicada        

Sem o firme compromisso com a Palavra de Deus, nenhum avivamento se mantém.

 Objetivos da Lição        

1 – Mostrar quais foram as atitudes para que houvesse o reavivamento;
2 – Destacar os conteúdos práticos experimentados por Neemias que nos são muito úteis na atualidade;
3 – Identificar como Neemias analisava o progresso da obra que o Senhor lhe havia confiado.

 Textos de Referência:         

Ne 9.1 – E, no dia vinte e quatro deste mês, se ajuntaram os filhos de Israel com jejum e com sacos e traziam terra sobre si.
Ne 9.2 – E a geração de Israel se apartou de todos os estranhos, e puseram-se em pé e fizeram confissão dos seus pecados e das iniquidades de seus pais.
Ne 9.3 – E, levantando-se no seu posto, leram no livro da lei do Senhor, seu Deus, uma quarta parte do dia; e, na outra quarta parte, fizeram confissão; e adoraram ao Senhor, seu Deus.
Ne 9.4 – E Jesua, Bani, Cadmiel, Sebanias, Buní, Serebias, Bani e Quenani se puseram em pé no lugar alto dos levitas e clamaram em alta voz ao Senhor, seu Deus.

 Hinos Sugeridos:         

 Hino 593

 Hino 611

 Hino 631

INTRODUÇÃO

O espírito renovador começa com a proclamação da Palavra. Quando a Lei foi lida, produziu uma profunda convicção da necessidade no coração dos que ouviram. O povo arrependeu-se de seus pecados e submeteu-se ao Senhor.

1. Atitude Para o Reavivamento

O capítulo nove do livro de Neemias nos mostra que, após a festa (Ne 8.13-18), o povo de Israel se reuniu para realizar um dia nacional de confissão. Neste tópico, veremos quais foram as atitudes tomadas para que tivesse início o reavivamento.

1.1.  A Importância do Jejum, da oração e da Leitura da Palavra de Deus

A narrativa bíblica diz que os filhos de Israel se ajuntaram com jejum e pano de saco, além de trazerem terra sobre si (Ne 9.1). Todos os que pertenciam à linhagem de Israel se apartaram de todos os estranhos que viviam ao redor e se humilharam perante o Senhor, confessando os seus pecados e as iniquidades de seus pais (Ne 9.2). A partir do anúncio da Palavra, o povo foi quebrantado e, com jejum e oração, reconheceu e arrependeu-se de seus pecados. Ainda hoje, a Palavra de Deus, a oração e o jejum são recursos relevantes para nós, pois nos ajudam a termos disciplina e santidade na caminhada cristã. 

1.2. A Preparação do Povo

É interessante observar o período em que os israelitas permaneceram de pé, ouvindo a explanação da Palavra (Ne 9.3). Com o tempo dividido em vigílias, a quarta parte do dia (entende-se 12 horas para o dia e 12 horas para a noite) representaria 3 horas. É lamentável que a igreja brasileira, com raríssimas exceções, não resista a períodos de sequer um hora ouvindo a ministração da Palavra de Deus. Infelizmente, muitos, quando se trata de assistir “artistas” (evangélicos ou não), possuem forças para ficar aguardando, por cinco, seis ou mais horas seguidas. A preparação do povo através do ensino da Palavra de Deus, permitiu que os levitas se dirigissem em oração, da qual tornaremos a falar.

1.3.  O Testemunho Diante dos Inimigos

Naquele momento, Israel era inferior numericamente em relação aos seus inimigos. Contudo, a leitura bíblica e, consequentemente, a lembrança das promessas de Deus fez-lhes renascer a fé. O mesmo deve acontecer conosco. Nossa fé deve ser despertada pelo constante contato com a Palavra do Senhor. Trazer vividas na mente as Suas promessas nos ajuda a prosseguir. Lembremo-nos de que Deus está com o Seus povo e o fortalece (Rm 8.31; Fp 4.13).

2. Oração Pelo Povo

Os levitas tiveram o cuidado de iniciar o período de oração com adoração. Podemos verificar três partes importantes nessa oração:
1) eles contemplaram a majestade de Deus;
2) eles exaltaram Seu poder;
3) eles descreveram Seus graciosos feitos em favor do Seu povo.

2.1.  O Exemplo de Abraão

O quebrantamento causado pela leitura bíblica e completado pela oração fez o povo recordar o exemplo de Abraão, a quem Deus tirou da terra dos caldeus e o conduziu até a Terra da Promessa. Para selar Sua Palavra a Abraão, o Senhor fez com ele uma aliança (Gn 12.3; 17.7-14). Era preciso entender que as experiências vividas pelo patriarca Abraão não estavam tão longe deles, ainda que tudo dissesse o contrário. A esperança deles continuava viva.

2.2. Obediência O Passaporte Para a Bênção

Certamente, um grande questionamento nasceu no coração daquele povo: se Deus abençoou Abraão e confirmou Sua Palavra, o que devemos fazer para sermos abençoados também? Novamente, recorremos ao exemplo do patriarca. Abraão havia obedecido (Gn 26.5). Quando o Senhor Deus lhe mostrava Sua vontade (Gn 12.1-3), Abraão sempre reagia respondendo com obediência (Gn 12.4-5). Ele viveu toda a sua vida em submissão a Deus (Ne 9.8). Em nossos dias, precisamos nos lembrar que a obediência continua sendo o passaporte para a bênção (Jo 15.14; At 5.32).

2.3. Uma Oração Verdadeira

Em uma das orações mais conhecidas, a oração do “Pai Nosso” (Mt 6.9-13), somos ensinados por Jesus Cristo, como Seus discípulos, que uma oração, para ser eficaz, não pode ser apenas um momento de pedidos sem fim. A verdadeira oração envolve adoração e louvor a Deus, confissão e arrependimento de pecados, gratidão, pedidos de perdão, súplicas, petições e intercessões, entre outros. O livro de Neemias é repleto de orações, nos mostrando que na trajetória do povo de Deus é indispensável que busquemos a direção do Senhor.

3. O Povo e o Firme Concerto

Há uma expressão popular empregada quando alguém finalmente entende algo: “caiu a ficha”. É o que se pode dizer daquele grupo enquanto tomavam conhecimento da história de seus antepassados. A cada parte do texto que iam ouvindo, certamente analisavam como puderam repudiar a aliança oferecida por Deus e como o Senhor, mesmo com esse comportamento de rejeição por parte do povo, vinha mostrando sinais de fidelidade ao longo dos anos. O relato desse histórico oportuniza alguns ensinamentos para nós.

3.1. Admoestado Quanto à Obediência

Muitos de nós seríamos mais felizes se aprendêssemos com os erros dos outros. Nosso cotidiano é cheio de experiências que, se bem analisadas, nos ajudarão a errar menos. Aquela comunidade estava relembrando e aprendendo, ao ler a história de seu povo, que a desobediência traz sérias consequências. Eles perceberam como seus parentes estavam ligados a Deus por uma tênue linha que tão facilmente se arrebentava, os levando para longe do Senhor. Nos dias atuais nós também podemos aprender muito com os ensinamentos da Bíblia Sagrada. C. Barber nos lembra: “Aqueles que não aprendem as lições da História são condenados a repeti-las sempre”.

3.2. Revelar os Empecilhos para a Renovação

Infelizmente, a conquista da Terra Prometida nunca foi satisfatoriamente completada. Qual o problema? Falha em acreditar nas promessas do Senhor Deus e em obedecer-lhe. Pecados de omissão e de comissão eram continuamente repetidos. Parece que a lembrança dos feitos de seus pais, a saber: capturaram cidades fortificadas; possuíram casas cheias de boas coisas; beberam de cisternas que não cavaram e comeram de vinhas que não plantaram; não os levou a se deleitarem em Deus, mas, sim, a agir com arrogância.

3.3. Aplicar aos Nossos Dias

O contato com a História oferece-nos um ponto de vista sobre os problemas dos dias atuais. Podemos aprender com o exemplo do que nos precederam. Somos instruídos, também, acerca do que Deus tem feito na vida dos outros. Uma vida piedosa certamente nos trará muitos benefícios (1Co 10.6,11). O texto bíblico de Hebreus 13.8 afirma que Deus é o mesmo ontem, hoje e eternamente. A atitude dos judeus, que, à época, viraram-lhes as costas e lançaram às favas as orientações do Senhor, revela para nós uma oportunidade de aprender mais sobre a fidelidade de Deus. Devido à compaixão de Deus e por intermédio do arrependimento, a esperança sempre pode ser revivida. Aleluia!

CONCLUSÃO

A oração dos levitas mostra esperança para o futuro. Nossos pedidos também devem ser embasados no caráter imutável de Deus. Como Seus servos devemos perseverar em oração, chegando com confiança ao trono da graça (Hb 4.14-16). Ele é grande e poderoso, terrível e imenso em poder (Ne 9.32).
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Bibliografia

Revista EBD Betel Dominical Professor – 4º trimestre 2018, ano 28, número 108 – Editora Betel

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Pr Soley
Pr Soley

Nascido aos 04 de abril de 1973 em Amambaí-MS. Subtenente da PMTO. Casado com a Diaconisa Eliana Machado e pai de dois filhos abençoados: Camilla Eduarda e Raul Soley. Converteu-se ao Evangelho de Cristo em Janeiro de 2010 na cidade de Colmeia-TO. Atualmente congrega na Igreja Assembleia de Deus Nação Madureira Campo de Colmeia-TO. Serve ao Senhor como Coordenador e Professor da EBD Betel na Igreja Sede, Professor do Curso Médio em Teologia pelo IBAD e Coordenador da Juventude da Região Médio Norte do Tocantins. Pela graça de Deus!

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